Friday, January 2, 2009

Ao Paulo Xavier (colega do Técnico)



O que era a vida sem os copos?
Dos copos para os copos...
O que interessa são os copos!
Tirando os copos, o que é que interessa?
A propósito, vai um copo?

A. Chamusca
1989

São



Conhece-mo-nos
Criá-mo-nos
Percebemo-nos
Aceitá-mo-nos

Eis em resumo
A nossa valência
O verdadeiro sumo
Da nossa existência

Sonhámos
Ajudá-mo-nos
Brincàmos
Complementá-mo-nos

Uma sã convivência
Digna de louvor
A melhor referência
Para um perfeito amor

Disto pouco se sabe
Disto pouco se vê
Ao futuro cabe
Dar-nos o que se prevê


Alexandre Chamusca
1987

Mulheres do Técnico...


No Técnico existem
Com o nome de mulheres
Para engenheiras serem
Evita-as se puderes...

Elas são:
Fogo que arde e não se vê
Pois no género só se lê
Em livros cinetíficos
E no género só muito específicos

São seres esquisitos
Que para raros serem
Têm todos os requisitos
Esperem nunca terem

De ver uma pela frente
Pois ela é fria e quente
E a uma vista alarmante
Segue-se um sentimento arrepiante

Tenham pena de mim
Sou homem e a chegar ao fim
Perdoem-me se me apaixonei
E por um bicho destes errei

Estou com a corda ao pescoço
Mesmo junto a um fosso
Tenho ao meu lado uma farfalhuda
Cruel engenheira cabeluda!

Adeus mundo cruel
Já que me destinaste
A este bicho fiel
Que tão bem ensinaste

Ela só pensa em casar
E eu em me matar
Se ela continuar assim
Pois teria um triste fim

Já não posso mais
Ela é demais
Fala-me em marrar
E a seguir em casar!

Ou depressa sou engenheiro
Ou fujo para o estrangeiro
Senão um dia ata-me
E ou caso ou matam-me!


Alexandre Chamusca
1989